Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os pais do piloto Rodrigo Boer Machado, de 29 anos, e de seu passageiro, Breno Braga Leite, de 28, falaram sobre a dor e o impacto da perda dos filhos no acidente aéreo envolvendo um avião modelo Cessna, na região de Manicoré, a 332 quilômetros de Manaus.
A aeronave de matrícula PT-JCZ, estava desaparecida desde o dia 20 de dezembro. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o avião não possuía um plano de voo registrado, o que dificultou a localização. Mas após quatro dias de buscas, os corpos foram encontrados no final da tarde de 25 de dezembro, no natal.
No Aeroclube do Amazonas (ACA), localizado na avenida Professor Nilton Lins, bairro Flores, zona Centro-Sul da capital, o pai do passageiro Breno, Francisco Rodrigues Gomes, disse estar passando por um momento muito difícil. “Estes dias têm sido muito difíceis para nós. Ele viria para passar o Natal com a gente, mas não esperávamos esse fim. Agora, é ter que aceitar“, disse o motorista, de 53 anos, enquanto aguardava o retorno do corpo do filho.
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“É só dor no coração e, agora mesmo, essa espera que eu estou sentindo aqui já é uma dor tremenda, porque eu não vou ver mais ele com vida. E já estou sentindo a falta dele.”
Francisco Rodrigues Gomes, pai de Breno
O pai de Breno, que reside na capital amazonense, relatou o sofrimento da família em Itaituba, no Pará, onde o corpo do filho será velado. “Ele ligava para o filho [seu neto] toda sexta-feira. Agora, a criança sente falta dele“, lamentou Francisco. O passageiro Breno, nascido no Pará, era pai de uma criança de seis anos e trabalhava com garimpo na região.
Quem também estava no Aeroclube do Amazonas era Marcelo Rodrigues Machado, de 53 anos, pai do piloto Rodrigo, que também não escondeu o abalo em saber que o filho foi encontrado morto junto com os destroços do avião.


“Eu ainda esperava encontrar meu filho com vida“, disse emocionado. Ele agradeceu pela solidariedade recebida, especialmente por parte da população de Manicoré, que se mobilizou para ajudar na busca pela aeronave.
“Estou levando meu filho em um caixão de 40 centímetros“, revelou o pai sobre os restos mortais de seu filho após o acidente. O piloto Rodrigo Boer era natural de Fernandópolis (SP), e morava em São José do Rio Preto. Ele estava em uma viagem de trabalho no Amazonas quando ocorreu a tragédia.






