Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Federação de Jiu-Jitsu do Amazonas (FJJAM) informou nessa segunda-feira, 25/11, que decidiu pela expulsão e pelo pedido de cassação da faixa preta do treinador de jiu-jitsu, Alcenor Alves, após a prisão. Ele é suspeito de estuprar seus alunos, incluindo crianças e adolescentes.
“Reunimos a diretoria, após as denúncias envolvendo o professor Alcenor Alves, e baseados em todas as informações, decidimos de forma unânime pelo processo de expulsão e pelo pedido de cassação da faixa preta do denunciado nos órgãos competentes”, afirmou a entidade em nota oficial.

A FJJAM destacou que o treinador não poderá mais atuar na área, seja no Brasil ou no exterior, e reafirmou que não compactua com qualquer tipo de violência, especialmente contra crianças e jovens. Além disso, a entidade informou que está a disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.
Expulso de academia
A academia de artes marciais White House Jiu-Jitsu School, na qual Alcenor era sócio, emitiu uma nota informando que está tomando todas as providências para sua exclusão do quadro societário e da atuação como professor da escola.
A nota diz que a White House repudia todo ato que atente contra a dignidade sexual e que manche a história do jiu-jitsu em Manaus. A academia também destacou que “tem prestado apoio psicológico e jurídico às vítimas que nos procuram”.

Entenda o caso
O treinador de jiu-jitsu, Alcenor Alves, de 56 anos, foi preso durante um torneio esportivo realizado no último sábado, 23, em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Justiça do Amazonas.

Segundo informações da Polícia Civil (PC-AM), os abusos eram praticados durante viagens para competições e na casa do treinador, onde ele dopava as vítimas para cometer os crimes. Além disso, Alcenor costumava presentear os atletas com roupas e equipamentos de jiu-jitsu, passagens aéreas, inscrições em campeonatos e videogames.
O treinador costumava escolher atletas com baixo poder aquisitivo. Uma das vítimas relatou em postagens nas redes sociais que só conseguiu revelar os abusos anos depois.
“Ele fazia isso com crianças que não tinham boas condições financeiras. Ele procurava manipular e dizia que me tinha como um filho”, afirmou a vítima.







