Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma advogada de 27 anos, identificada como Suiane Vitória da Silva Doce, e um homem de 32 anos foram detidos, segundo a polícia, com dez quilos de cocaína em um carro na noite dessa quinta-feira, 21/11, na rua Salomão, bairro Terra Nova, zona Norte de Manaus.
De acordo com a Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), a apreensão ocorreu durante uma operação das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), em combate ao tráfico de drogas e outros crimes. Uma guarnição foi ao local após denúncias de indivíduos realizando disparos de arma de fogo e comercializando drogas na região.
No local, os policiais afirmaram ter identificado um veículo com a advogada e o homem em atitude suspeita. Durante a abordagem, disseram ter encontrado os entorpecentes escondidos em uma caixa no interior do carro. Também foram apreendidos, conforme a PM, um veículo modelo Honda Fit e dois aparelhos celulares.
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A mulher foi encaminhada ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde o caso foi registrado. Após prestar depoimento, a advogada foi liberada, afirmando que os entorpecentes não estavam sob sua posse.
Em uma postagem nas redes sociais, a mulher afirmou que a prisão foi um engano: “Estou bem! Tudo foi um engano, será esclarecido com detalhes”, escreveu ela.

O fato viralizou rapidamente nesta sexta-feira, 22/11, e levou o Conselho Seccional da OAB-AM à se manifestar por meio de nota. No documento, esclarece que não houve prisão em flagrante e que a mulher foi ouvida como testemunha, tendo sido libertada em seguida.
Confira a nota na íntegra
“O Conselho Seccional da OAB-AM manifesta repúdio à divulgação de informações inverídicas associando a advogada Suiane Vitória da Silva Doce a uma suposta prisão por tráfico de drogas. Esclarecemos que não houve prisão em flagrante, que a advogada foi ouvida como testemunha e posteriormente liberada, estando em liberdade e colaborando com as autoridades. O Conselho Seccional da OAB/AM reafirma seu compromisso com a defesa das prerrogativas da advocacia e permanece vigilante contra qualquer atentado à liberdade do exercício da profissão”






