Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma mulher de 35 anos foi presa em flagrante por tortura contra uma adolescente de 12 anos. A vítima foi queimada com sacos plásticos, uma tampa de alumínio e agredida com socos no rosto. A prisão aconteceu nessa quarta-feira, 30/10.
De acordo com a delegada Juliana Tuma, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), o crime ocorreu entre a noite de terça-feira, 29, e a madrugada de quarta-feira, 30, em um terreno abandonado no bairro Centro, zona Sul de Manaus.
“A prisão em flagrante dessa mulher de 35 anos ocorreu pelo crime de tortura. A adolescente conseguiu fugir e pedir ajuda nas proximidades de um shopping, entrando em um condomínio muito machucada. Ela afirmava repetidamente que iria morrer e foi socorrida por pessoas no local. Os ferimentos não estavam apenas nos braços, mas em todo o corpo”, afirmou a titular da Depca.

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Além disso, a delegada destacou que, após a denúncia, as investigações começaram imediatamente, levando à localização e prisão da mulher no bairro Mauazinho, na zona Leste. As investigações continuam, pois há a participação de uma segunda mulher no crime.
“Saímos em diligência imediatamente e identificamos essa autora de 35 anos no bairro Mauazinho, sendo depois reconhecida pela adolescente. Segundo a vítima, há outra mulher envolvida, e estamos investigando para fazer a identificação. Inclusive, essa mulher foi desrespeitosa comigo no momento do flagrante, me desacatou”, enfatizou a delegada.

Ameaças
A mulher acusou a adolescente de ter furtado R$ 12 mil de sua residência, além disso, teria ameaçado os familiares da vítima. A mãe da menina enviou áudios desesperados pedindo que a filha retornasse para casa. No entanto, não há provas preliminarmente das acusações contra a menina.
“Ela queria que a menina confessasse que tinha roubado o dinheiro, pois a jovem já havia morado em sua casa por um tempo. Por algum motivo, a menina não se adaptou e voltou a morar com a mãe. Isso, no entanto, não justifica o crime. Nos áudios da mãe e do irmão, é possível ouvir o desespero, pois temiam pela vida dela”, afirmou Juliana Tuma.
Ambas não têm parentesco, mas a menina chegou a morar com a autora por um tempo, ajudando a cuidar dos filhos dela. “Era como se fosse uma mãe para mim”, afirmou a adolescente durante o interrogatório.
A adolescente foi acolhida e está recebendo ajuda especializada.
A autora, que já tinha passagem pela polícia por agressão, ficará à disposição da Justiça e deve responder por tortura e desacato.






