Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Vinícius Almeida, repudiou as declarações do prefeito de Manaus e candidato à reeleição, David Almeida (Avante), após o político afirmar que a Polícia Militar do Amazonas recebeu ordens para abordar pessoas ligadas a sua campanha.
Em resposta, o coronel Vinicius Almeida classificou as afirmações como “infundadas e levianas” e lamentou que um gestor público ataque a credibilidade de policiais que arriscam suas vidas diariamente. “Não podemos permitir que interesses eleitorais desmereçam o trabalho sério da Polícia Militar”, afirmou.
Leia também: Fiscal do partido de David Almeida é presa por boca de urna no bairro Flores
Segundo David Almeida, “a Polícia Militar recebeu comando para abordar todo mundo que esteja ligado a sua candidatura”. A declaração do candidato ocorreu em entrevista na tarde deste domingo, 27/10, a uma rádio local.
O secretário Coronel Vinícius, em seu Instagram, anunciou que o governo tomará medidas legais para proteger a imagem da corporação. “A dedicação dos nossos policiais não pode ser colocada em dúvida”, ressaltou.
“É lamentável que, por interesses eleitorais, policiais militares que saem todo dia das suas casas para prover segurança para todos nós tenham sido atacados de maneira leviana e sem provas pelo prefeito de Manaus”, frisou o secretário.
Compra de votos
Vale destacar que diversos casos de compra de votos estão sendo amplamente registrados na capital amazonense, neste domingo, durante o segundo turno das eleições municipais. Muitas das detenções feitas pela Polícia Militar envolvem pessoas ligadas ao candidato à reeleição, David Almeida (Avante).
Entre os suspeitos, estão três assessores do vereador Rosinaldo Bual (Agir), identificados como Suame Ramos, de 44 anos, Francisco Carlos Dutra, 50 anos, e Raimundo da Silva, de 55 anos.
Eles foram detidos pela 8ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), suspeitos de comprar votos para o candidato à reeleição David Almeida (Avante). As prisões ocorreram na rua T8, no bairro da Compensa, zona Oeste de Manaus.






