Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Neste dia 15 de outubro é celebrado o Dia do Professor no Brasil, uma data que remete à importância desses profissionais na formação e desenvolvimento de grande parcela da população.
A origem da celebração tem início em 1827, quando uma lei assinada por Dom Pedro I estabeleceu a criação de escolas primárias no país.
No Amazonas, o estado ocupa a quinta posição no país em número de professores efetivos na rede pública de ensino. E para homenagear esses educadores, o Portal RIOS DE NOTÍCIAS destacou três histórias inspiradoras de professores amazonenses que, com dedicação, senso de dever e amor a profissão, têm feito a diferença na vida de seus alunos.
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De letras à informática
O professor Carlos Duarte, de 30 anos, iniciou sua trajetória profissional aos 19 anos, movido por uma paixão pela educação e a tecnologia. Inicialmente, Carlos pensou em cursar Letras. Contudo, ao descobrir o peso da gramática no curso, logo mudou seus planos. “Desisti quando percebi que não era só literatura, mas muita gramática”, comentou.
No meio do caminho, Carlos descobriu a tecnologia e se matriculou no curso técnico em Mecatrônica. Foi aí que sua dúvida entre duas áreas se intensificou.
Ao se deparar com o curso de Licenciatura em Informática, percebeu que havia encontrado a junção perfeita de suas paixões. “O curso unia as duas coisas que eu queria: ser professor e trabalhar com tecnologia”, afirma.

Ainda no primeiro ano de faculdade, Carlos já estava em sala de aula, participando de projetos de letramento digital com povos indígenas, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM). “Foi uma experiência transformadora. Trabalhar em comunidades indígenas só fortaleceu minha vontade de ser professor”, relembra ele.
Com o objetivo de avançar na carreira, Carlos concluiu o mestrado em Informática e atualmente está no doutorado, onde pesquisa a interseção entre aprendizagem e jogos digitais. Além disso, atua como professor celetista na Faculdade Senac e como professor voluntário no curso de Licenciatura em Computação da UEA.
Para Carlos, a conexão entre educação e tecnologia é o caminho do futuro. “Acredito que esse curso une o melhor dos dois mundos, educação e tecnologia, que são essenciais para o futuro”, concluiu.
‘Nasci para ser professora’
Jaqueline da Costa Borba da Silva, de 42 anos, é uma dessas profissionais cuja paixão pela educação transcende o simples ato de ensinar. Formada em História pela Universidade Federal do Amazonas em 2007, ela iniciou sua trajetória como professora em um projeto da universidade chamado “Diminuindo Contrastes“, que oferecia cursinho pré-vestibular gratuito para a comunidade do bairro Jorge Teixeira.

Apesar do nervosismo natural na primeira aula, Jaqueline não deixou que o medo de falhar a impedisse de seguir seu sonho. “A vontade de ensinar falou mais alto do que o meu medo de errar”, afirma ela, que ao longo de 17 anos em sala de aula viveu experiências inesquecíveis.
Sua prática pedagógica incluiu ao longo dos anos, projetos sobre temas afro e indígenas, releituras de obras renascentistas e o uso de paródias, o que torna suas aulas dinâmicas e envolventes.


Jaqueline, que hoje trabalha na Fundação Bradesco e no Colégio La Salle, além de atuar em dois cursinhos preparatórios, compartilha que o maior prazer de sua profissão está na vitória de seus alunos. “Eu vibro e choro a cada aprovação nos vestibulares. Saber que fiz parte da jornada deles é o que me motiva a seguir cada vez mais apaixonada por essa profissão”, afirmou.
Com 16 anos de experiência na Fundação Bradesco e 15 anos no Colégio La Salle, ela já viu muitos alunos conquistarem seu lugar nas universidades, e a emoção de vê-los progredir é, para ela, uma verdadeira vitória. Para Jaqueline, ser professora é um orgulho imenso, algo que sempre esteve em seu coração.
“Eu sei que poderia ter escolhido muitas outras profissões, mas eu nasci para ser professora”, reconhece Jaqueline, refletindo sobre a dedicação e amor que possui pela educação.
‘Mago da matemática’
Janderson Pacheco, conhecido como o “mago da matemática“, é mais um exemplo de dedicação e paixão pelo ensino. Com 42 anos, ele acumula 27 anos de experiência na educação, começando a dar aulas aos 15 anos.
Atualmente, ele é professor de Matemática e Física, além de exercer a função de diretor do projeto ‘Medicina do Método’, um cursinho preparatório para vestibulares.

Apesar de todos os desafios que a profissão exige, como longas jornadas de trabalho e a necessidade de se dedicar aos finais de semana, Janderson vê no ensino uma missão maior: a formação de cidadãos.
Para ele, a gratificação do trabalho docente vai além do aspecto financeiro. “É uma honra ser professor, mas também um trabalho sacrificante”, reflete. “O professor é aquele que forma o médico, o advogado, o cientista, a diarista, o cobrador de ônibus, o motorista. É ele que está sempre por trás, né?”






