Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma avaliação pós-desastre está sendo realizada por pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) no Porto da Terra Preta, localizado em Manacapuru, após um grave deslizamento de terra na segunda-feira, 7/10, causar duas mortes e ao menos 10 feridos.
O objetivo da equipe é identificar possíveis riscos remanescentes na região atingida e determinar as causas exatas do desmoronamento nas margens do rio Solimões. Vale ressaltar que a área em questão já havia sido condenada pelo Serviço Geológico do Brasil em 2018.
O coordenador da equipe, geólogo Marco Antônio Oliveira, revelou que as análises iniciais realizadas nesta quarta-feira, 9/10, apontam que o deslizamento ocorreu em uma área aterrada sobre a várzea.
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“Foi realizado um grande aterro para a construção do porto, e esse aterro foi o que desabou, mobilizando cerca de 2 milhões de metros cúbicos de terra, um volume considerável”, ressaltou.
O geólogo reitera a necessidade de se investigar outro ponto crucial na causa do desbarrancamento. “Agora, precisamos investigar se a instabilidade afetou apenas o aterro ou se houve também uma ruptura na base, na praia da várzea”, explicou o especialista.
De acordo com Marco Antônio, os trabalhos continuarão nesta quinta-feira, 10, com a realização de um levantamento batimétrico no rio, que ajudará a determinar o volume de terra deslocado e a analisar como a dinâmica do rio pode ter contribuído para o desastre.
Marco Antônio Oliveira destacou que a equipe está utilizando tecnologias avançadas, como drones e ecobatímetros, além de inspeções visuais minuciosas, para identificar os fatores que desencadearam esse movimento de massa.
O relatório final da investigação deve ser concluído em até 30 dias, no qual deve oferecer um diagnóstico abrangente das causas do incidente e uma avaliação dos riscos futuros para a área afetada.






