Redação Rios
PARINTINS (AM) – O candidato a prefeito de Parintins, Mateus Assayag (PSD), denunciou nesse sábado, 28/9, que a estrutura do Governo do Amazonas está sendo usada para favorecer a campanha de Brena Dianná (União), candidata que recebe apoio do governador Wilson Lima (União).
Um vídeo de nove minutos, captado no dia 3 de agosto deste ano, foi apresentado pela campanha de Mateus Assayag onde mostra membros da alta cúpula do Governo do Amazonas planejando ações, inclusive com o uso das forças policiais, para prejudicar as campanhas dos adversários políticos de Brena Dianná.
“Uma estruturação de uma verdadeira organização criminosa dentro do governo do estado que arquiteta tudo isso que está acontecendo em Parintins. Dia após dia, tudo montado planejado, arquitetado. As forças policiais da Rocam, as forças policiais da Polícia Civil que estão inventando motivos para estar aqui em Parintins, intimidando pessoas de bem apenas para se chegar em um objetivo. Fiscais da Sefaz que desceram aqui em Parintins direcionados apenas para alguns comércios”, afirmou Mateus Assayag.
Leia também: Governo do Amazonas tem gestão marcada por casos relacionados com o crime organizado

De acordo com a denúncia, as ações envolvem operações policiais tendo como alvo pessoas da relação com o prefeito de Parintins, Bi Garcia (PSD); instalação de grampos em aparelhos telefônicos; a ida de um contingente de Policiais Militares de Itaituba (PA) para atuarem como milícias no dia das eleições nos principais colégios eleitorais; simulação de prisão de traficantes e ladrões de banco; e a ida de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda para atuarem contra empresários fornecedores da prefeitura.
Nas imagens captadas pela câmera de monitoramento, o presidente da Cosama, Armando do Vale, secretário de Cultura, Marcos Apolo Muniz, secretário da Casa Civil, Flávio Anthony, secretário de Administração, Fabrício Barbosa, o comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar em Parintins, tenente-coronel Francisco Magno Judss e um oficial da tropa de Choque, combinam a realização de uma série de ações.
De acordo com as gravações, uma das ações planejadas pelo grupo é a montagem de operações policiais empregando um contingente de 28 homens da tropa de choque para praticarem abordagens seletivas a pessoas partidárias do candidato Mateus Assayag.
Em outro momento do vídeo, Armando do Vale justifica a trama. “Numa campanha só não vale é perder”, advertiu aos demais presentes.
Grampo e Escuta
A denúncia aponta que desde junho o grupo do governador Wilson Lima vem promovendo escutas ilegais, com a clonagem de telefones celulares de pessoas próximas ao prefeito Bi Garcia, executada nas dependências do Liceu de Artes e Ofícios de Parintins, conforme revela o tenente coronel Francisco Magno Judss. Um dos alvos foi o funcionário do prefeito Bi Garcia, o “Cearazinho”.
“Se a gente perder o grampo deles, a gente está fora”, comenta Armando do Vale, dando evidências que mais pessoas tiveram seus telefones clonados criminosamente.
De acordo com Mateus Assayag, traficantes e assaltantes de bancos seriam contratados para simularem suas prisões com o objetivo de justificar a presença da tropa de choque no município. A denúncia aponta ainda que esse grupo de seis criminosos foram hospedados em uma casa pelo grupo e ainda receberiam um cachê para participar da trama.
Diante do conteúdo dos vídeos, os advogados da coligação “Parintins em primeiro lugar” estarão enviando o vídeo original para a Polícia Federal, cuja representação pede a prisão de todos os envolvidos na reunião.
Em outra representação os advogados solicitam a antecipação do envio das Forças Federais para a cidade, já que, de acordo com eles, o emprego da Polícia Militar está sendo usado a favor de uma candidatura e a ampliação do efetivo da Polícia Federal. Eles denunciam também o desvio das cestas básicas destinadas às famílias atingidas pela estiagem, pela Cosama para a compra de voto e não pela Defesa Civil do Estado.
O que dizem os envolvidos?
A reportagem entrou em contato com o Governo do Amazonas e a assessoria da candidata Brena Dianná, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto.
Veja o vídeo da denúncia na íntegra
*Com informações da assessoria






