Gabriela Brasil – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Militar da alta cúpula é suspeito de ter envolvimento com crime organizado e de repassar informações sigilosas sobre investigações. A descoberta da relação dele com organizações criminosas que atuam em garimpo ilegal faz parte das investigações da Operação Jurupari, deflagrada nesta terça-feira, 27/6, pela Polícia Federal.
Em coletiva de imprensa, o chefe da Força Tarefa de Segurança Pública Ambiental da Polícia Federal, Adriano Sombra, afirmou que a partir da prisão de um homem por transporte de ouro ilegal no dia 9 de outubro de 2020, o qual foi assassinado no dia 14 de outubro após ser liberado, foi constatado uma extensa atividade de garimpo ilegal no município de Japurá, a 787 quilômetros de Manaus.
De acordo com o chefe da Força Tarefa de Segurança Ambiental da PF, Adriano Sombra, há indícios de que militares teriam envolvimento com o caso. As investigações da PF dão conta de que um dos militares repassava dados sigilosos das operações para empresa de importação e exportação do minério, enquanto sua esposa recebia dinheiro em troca.
“Constatou-se que esses indivíduos realizavam a retirada de ouro e vendiam para empresas de fachadas que comercializavam em Porto Velho esse minério. Também foi constatado a participação de militares das forças armadas. Por isso que os mandatos que foram cumpridos tiveram auxiliam dos militares. A partir do momento que um militar fala informações de uma operação ele coloca em risco a PF e os próprios servidores da justiça militar”
Adriano Sombra, delegado da Polícia Federal

Operação Jurupari
A operação tem como objetivo combater crimes de usurpação de bem público da União, crime ambiental de extração de bem mineral sem autorização do órgão responsável, fazer operar instituição financeira sem autorização, crime ambiental de utilização de substância perigosa ou nociva à saúde ou ao meio ambiente (mercúrio/cianeto), organização criminosa e lavagem de capitais.
Três mandados de prisão preventiva e oito ordens judiciais e busca e apreensão foram cumpridas pela Polícia Federal e Exército Brasileiro nas cidades de Manaus, Porto Velho (RO) e Ponta Grossa (PR).
Além dos mandados, foi determinado o bloqueio de bens e valores das pessoas físicas e jurídicas investigadas, tal como o sequestro de bens móveis e imóveis que, eventualmente, estejam em sua posse. A ação é o resultado de atuações criminosas apuradas no período de 2020 a 2023 e que ainda persistem.
* Com informações da assessoria






