Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Câmara Municipal de Manaus (CMM) instaurou, nesta quarta-feira, 18/9, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), chamada de “CPI da Terceirização” ou, como nomeada pela oposição, “CPI da Corrupção”. O objetivo é investigar empresas contratadas pela Prefeitura de Manaus, sob a gestão de David Almeida (Avante), que supostamente realizaram pagamentos a empresas ligadas a familiares do prefeito.
Em contato com o Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o vereador Lissandro Breval (PP), autor do pedido que deu início à CPI, declarou que ficará com a presidência da comissão, e que a relatoria ficará a cargo do vereador Rodrigo Guedes (PP), ambos membros da oposição.
Na segunda-feira, 16/9, o requerimento da comissão obteve a assinatura de pelo menos 14 parlamentares, número suficiente para a abertura do inquérito. O presidente da CMM, vereador Caio André (União), afirmou ao portal que assinou o requerimento para dar início à investigação.
Após a assinatura do presidente, a solicitação foi encaminhada à Procuradoria da Casa Legislativa, que, em menos de 24 horas, emitiu parecer favorável, permitindo a abertura das investigações.
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Contexto da investigação
A abertura da CPI foi motivada por denúncias de que empresas contratadas pela Prefeitura de Manaus teriam efetuado pagamentos à sogra Lidiane Oliveira Fontenelle, à noiva Izabelle Fontenelle, além da empresa Skyline Produções Ltda., da qual a companheira do prefeito é sócia-administradora.
Outros pagamentos foram realizados por empresas como Ouro Preto Serviços de Conservação, Agência de Interatividade e Marketing e The Set Filmes LTDA, todas beneficiárias de recursos da Prefeitura, seja por contratos diretos ou por meio de subcontratações.
Outro esquema investigado envolve o suposto favorecimento ao genro do prefeito, Gabriel Alexandre da Silva, por meio da contratação da empresa Eleven da Amazônia Ltda., controlada por seu primo Edgard Lima Cordeiro.
De acordo com o requerimento 5.107/2024, que solicita a abertura da CPI, os atos podem caracterizar “improbidade administrativa e crimes decorrentes de suposto desvio de verbas públicas, em razão de pagamento em espécie a possíveis prestadores de serviços”.
A publicação dos nomes dos membros da comissão será feita na próxima edição do Diário Eletrônico do Legislativo Municipal. Ainda não há data definida para a primeira sessão.
*Com colaboração de Júlio Gadelha












