Alita Falcão – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, concedida na tarde desta quarta-feira, 21/6, sobre o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderá torná-lo inelegível, o ex-presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (PL), disse que não fez nada de errado e que não se arrepende de nada.
“Espero que me julguem como foi feito em 2017 e, sendo assim, espero pelo arquivamento do processo“, afirmou Bolsonaro. O julgamento da ação acontece nesta quinta-feira, 22/6, no TSE.
O ex-presidente fez referência à representação apresentada contra Lula e o PT, ainda sobre as eleições de 2010, que foi considerada improcedente pelo órgão em 2017. Na época, Lula fez um video enaltecendo a então candidata Dilma Rousseff na residência oficial, o Palácio do Alvorada.
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Em julho do ano passado, Jair Bolsonaro realizou uma reunião no Palácio da Alvorada com alguns embaixadores e atacou o sistema eleitoral, o que motivou uma ação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) acusando-o pelos crimes de abuso de poder político, desvio de função e tentativa de deslegitimar as eleições.
Na época, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, aplicou uma multa de R$ 20 mil.
“Foi uma reunião na minha casa particular, onde eu posso reunir com quem eu quiser. O que tratei com os embaixadores foi sobre não usarem sistema de voto eletrônico, como no Brasil. E que não temos um sistema de informática tão evoluído. Não falei sobre fraude com os embaixadores”
Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República
Também compromete Bolsonaro o chamado “conjunto da obra”, que incluiu a “minuta do golpe” encontrada pela Polícia Federal na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, e também a revelação da orquestração do plano para impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, por apoiadores.
“Não tem arrependimento, não fiz nada de errado. Sempre joguei nas quatro linhas da Constituição. Tão querendo fazer aborto comigo“, disparou Bolsonaro na entrevista
Eleições
Questionado sobre sua participação ou não nas próximas eleições e na possibilidade de apoiar uma outra liderança para comando do partido, o ex-presidente foi enfático: “quem representa o centro de direita no Brasil sou eu. Tem outras lideranças, mas não estão maduras para 2026. Não podem tirar do povo a chance de optar pela esquerda, a extrema esquerda e o centro de direita, que sou eu“, destacou.






