Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O 10 de setembro é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Durante todo o mês ações conscientizam sobre a importância de cuidar da saúde mental.
Especialistas ouvidas pelo Portal RIOS DE NOTÍCIAS destacam que acolher e incentivar a busca por ajuda são diferenciais que salvam vidas.
“A prevenção é para todos nós. Este é o grande grito: você pode contar comigo! Nós podemos dividir a carga com outras pessoas”, alertou a professora e psicóloga Mayara Diefenbach, responsável pela clínica escola de Psicologia da Fametro.
Leia também: Gastos com saúde mental desorganizam finanças de famílias do Norte, revela pesquisa

O movimento Setembro Amarelo foi lançado em 2015. O Centro de Valorização da Vida (CVV) é um dos principais mobilizadores. O serviço voluntário gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio alerta que o suicídio é um problema de saúde pública, registrando uma média de 42 mortes por dia, mais do que HIV e câncer.

“Precisamos quebrar o tabu em torno do suicídio e incentivar a busca por ajuda. Muitas vezes, quem sofre com ideias suicidas sente-se isolado, incompreendido ou sem esperança”, destaca a psicanalista Samiza Soares.
‘Busque ajuda’
A busca por ajuda profissional é fundamental. As especialistas alertam a importância de procurar um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra e recomendam que se entre em contato com o CVV, que oferece atendimento gratuito e confidencial 24 horas por meio do telefone 188 e pelo site www.cvv.org.br.
“O suicídio é sempre um ato de desespero, nunca de amor. A pessoa se fecha e sai de perto dos amigos, tem uma dificuldade enorme de trocar informações dela ou querer saber das pessoas que ela conhece”, apontou Mayara Diefenbach.
A depressão, um dos principais fatores de risco associados ao suicídio, merece atenção especial, reforçou Samiza Soares, explicando como os sintomas podem ser silenciosos e muitas vezes confundidos com desânimo ou preguiça.
“Para quem sofre de depressão, a realidade é muito mais complexa e dolorosa”, disse a psicanalista. “Muitas pessoas que enfrentam sofrimento acreditam que estão sozinhas. Mostrar-se disponível, ouvir sem julgar e apoiar quem está em um momento difícil são atitudes que podem fazer toda a diferença”, aconselhou.






