Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Motociclistas se reuniram nesta quarta-feira, 28/8, na avenida do Samba, na zona Oeste de Manaus, onde estão localizados os galpões das escolas de samba, para protestar contra a violência brutal, que ocorreu na noite anterior, quando um homem, de 55 anos, foi agredido e morto a pauladas, chutes, pedradas e tijoladas por motoqueiros que o perseguiram e atacaram.
Os motoboys argumentam para desestigmatizar sua profissão, que foi associada à violência devido a este trágico incidente. A vítima, Jones Mota Lopes, havia atropelado um motociclista na avenida Autaz Mirim, no bairro Tancredo Neves, zona Leste de Manaus, e fugido do local antes de ser alcançado pelos agressores.
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Ismael Mesquita, presente na manifestação e membro da Liderança União dos Entregadores do Amazonas Delivery (Lueam), expressou sua indignação ao ver as mensagens no grupo de WhatsApp dos entregadores. “Aqueles indivíduos não representam os motoboys, nem os moto aplicativos, e certamente não fazem parte das equipes de entrega. O que fizeram é inaceitável e triste”, afirmou Mesquita.
Ele relatou que, após a divulgação da nota de repúdio da Lueam no Instagram, a categoria recebeu críticas severas. “Fomos acusados de omitir informações e de apoiar situações como essa. Estamos aqui para mostrar nosso repúdio e afirmar que jamais compactuaremos com essa violência. Nossa categoria não terá qualquer ligação com atos dessa natureza”, destacou.
Mesquita também ressaltou que algumas pessoas têm cometido crimes vestidas como mototaxistas, o que prejudica a imagem dos trabalhadores honestos. Ele acredita que a união dos entregadores tem sido crucial para conquistar avanços, como a aprovação de leis em benefício da categoria.
Durante a manifestação, Mesquita lembrou de um caso anterior envolvendo um morador de um condomínio, observando: “Se a entrega tivesse sido feita na portaria, nada disso teria acontecido.”






