Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os efeitos da seca vão começando a ser sentidos com mais intensidade nos municípios amazonenses. A previsão dos especialistas é de que neste ano, a região amazônica passe novamente por uma seca histórica, que deixará suas marcas nos 62 municípios do Amazonas.
Em Manaus, o Rio Negro chegou nesta segunda-feira, 12/8, aos 23,87 metros. Desde o início da vazante, em junho deste ano, o afluente já baixou 2,98 metros na capital amazonense. O rio passa pelo período de transição para os níveis de vazante, que teve seu recorde no ano passado, quando atingiu 12,70 metros.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS realizou um levantamento com base em dados do Painel do Clima do Amazonas, que disponibiliza informações, em tempo real das cotas diárias, com registros históricos de mínimas e máximas dos rios do estado, por meio de monitoramento hidrometeorológico.
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Calha do Solimões
A situação é preocupante no município de Tabatinga, no Alto Solimões, distante 1.106 quilômetros de Manaus, onde o rio já mede 0,57 metro, chegando ao estágio crítico de “Nível 2 – Vazante”. O Solimões está a 1,43 metro de atingir o recorde da seca de 2010, quando o afluente atingiu -0,86 metro.
Em Coari, no Médio Solimões, a 363 quilômetros da capital, o rio está medindo nesta segunda, 9,62 metros, e também passa pelo período de transição para os níveis de vazante. No entanto, a seca recorde registrada no município foi de 1,12 metro, também no ano de 2010.
No Baixo Solimões, em Manacapuru, a 70 quilômetros de Manaus, o rio Solimões registrou 14,10 metros nesta segunda, estando com o status hidrológico também em período de transição. Em 2023, o Solimões chegou a mínima recorde de 3,07 metros no município.

Calha do Amazonas
No Médio Amazonas, em Itacoatiara, a 176 quilômetros de Manaus, o rio atingiu 9,90 metros na sexta-feira, 9/8, última data de registro divulgado. Em período de transição no município, o Amazonas está bem longe de atingir, por enquanto, a média histórica de 0,36 metro, registrada também no ano passado.
Em Parintins, no Baixo Amazonas, a 369 quilômetros da capital, a cota mais recente foi registrada na última terça-feira, 6. O Rio Amazonas mede na “Ilha da Magia” 5,06 metros, estando em período de transição para estiagem, que tem como média histórica os –2,17 metros registrados em 2023.
Calhas do Madeira, Purus e Juruá
O município de Humaitá, distante 591 quilômetros de Manaus, também está em estado crítico de “Nível 2 – Vazante”. Nesta segunda-feira, o rio Madeira atingiu 9,87 metros na cidade, estando a apenas 1,77 metro da média da seca histórica registrada em 2023.
Em Lábrea, distante 701 quilômetros da capital, o Rio Purus está medindo 4,52 metros nesta segunda, registrando o status hidrológico de “Nível 1 – Vazante”. O afluente está a 4,7 metros de atingir a média mínima de 0,45 metro registrada no ano de 1937.
A seca também preocupa no município de Eirunepé, a 1.159 quilômetros de Manaus. Por lá, o rio Juruá mede 3,06 metros nesta segunda, registrando o estado crítico de “Nível 2 – Vazante”. A diferença para a cota mínima registrada na seca de 1995 está em 1,63 metro.






