Júlio Gadelha – Rios de Notícias
BRASÍLIA (DF) – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou na sexta-feira, 9/8, a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor para assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. Martins foi preso em 8 de fevereiro durante a operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal (PF), que investigava uma suposta organização criminosa no alto escalão do governo Bolsonaro.
A operação apurava a existência de um plano para manter o ex-presidente no poder através de um golpe de Estado, impedindo a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A prisão de Martins havia sido solicitada pela PF com base na suspeita de que ele seria o autor intelectual de uma minuta golpista que previa a prisão de Moraes e uma intervenção no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A PF também indicou que Martins teria viajado aos Estados Unidos junto com Bolsonaro em dezembro de 2022, para fugir das investigações, sem realizar o procedimento de saída com passaporte.
No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a soltura de Martins, apontando a falta de provas concretas de que ele deixou o Brasil naquele período. A PGR citou dados de geolocalização do celular de Martins e comprovantes de compras realizadas no Brasil, como em aplicativos iFood e Uber, que indicariam “com razoável segurança” sua permanência no território nacional.
Diante disso, Moraes acatou o pedido e determinou a liberdade do ex-assessor, reforçando que não havia mais justificativa para a manutenção de sua prisão.
A defesa de Martins negou qualquer participação em um esquema de golpe e contestou as acusações, que incluíam a delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, apontando Martins como responsável pela minuta golpista. A decisão de Moraes encerra, por ora, a detenção de Martins, embora as investigações em torno do caso continuem.












