Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um vídeo que ganhou repercussão nas redes sociais nesta sexta-feira, 21/6, expôs as condições precárias dos alimentos no Restaurante Universitário (RU) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O estudante de Odontologia, Victor Gama, denunciou publicamente a situação crítica enfrentada diariamente por alunos e servidores.
“Precisamos falar do colapso que se tornou o restaurante universitário da UEA. […] É a realidade constante e diária que alunos e servidores vivem sofrendo. E esse vídeo vai mostrar o que é prometido pela empresa RMP Romero [responsável pela alimentação] e a realidade vivida pelos alunos e servidores da instituição. São mais de R$ 15 milhões que a UEA, alunos e servidores, pagam para a empresa para prestar serviços de alimentação”, afirma o estudante no vídeo.
A denúncia não se limita apenas ao aspecto alimentar, estudantes e servidores têm usado os canais de comunicação, como os grupos de WhatsApp da ouvidoria, para registrar suas queixas frequentes, sem que até agora medidas concretas tenham sido tomadas. Reuniões foram realizadas, autoridades foram convocadas, mas a sensação geral é de negligência por parte da administração.
“Os alunos têm feitos reclamações, reuniões, convocado autoridades, pró-reitores e a sensação que a gente tem é que a gente é esquecido, é que a gente é otário, desculpe a expressão. Mas a sensação é essa”, reclamou.
Decisão após reincidência
Em entrevista exclusiva ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, Victor Gama detalhou os motivos que o levaram a denunciar publicamente as condições precárias do Restaurante Universitário da instituição.
Segundo Victor, a decisão de expor a situação veio após constatar repetidos casos de objetos estranhos nos alimentos servidos, incluindo besouros e moscas. Ele enfatizou a insatisfação crescente entre os alunos, que sentiam-se desrespeitados diante da falta de cuidado por parte da empresa responsável pela alimentação.
“Eu, junto com os centros acadêmicos, diretórios, começamos questionar as autoridades da UEA sobre essa questão da qualidade do restaurante universitário que estava muito ruim. Constantemente, vinha objetos estranhos, até besouro e moscas na comida. E percebemos que a empresa não estava prestando os cuidados necessários”, esclareceu.
A principal preocupação era a disparidade entre o alto valor investido e a baixa qualidade dos alimentos fornecidos aos estudantes e servidores. A mobilização ganhou força à medida que mais relatos de problemas surgiam, alimentando a indignação coletiva que culminou na gravação e divulgação do vídeo.
“A universidade paga muito dinheiro para a empresa anualmente e a qualidade não estava sendo proporcional. Ou seja, um valor muito alto com uma qualidade muito ruim. E começamos a questionar, pressionar. O vídeo é uma indignação dos alunos. Não dá mais! A gente se sente constantemente desrespeitado. Por isso, resolvemos mostrar publicamente. É um direito nosso. A gente só quer melhorias para a nossa universidade”, desabafou.
“Vale salientar que do ponto de vista de conhecimento, do aprendizado, a nossa universidade é excelente. Ela não peca nisso. Mas sobre a questão do RU, infelizmente, está essa situação. A qualidade não tem melhorado”, finalizou.
Diante das denúncias, a reportagem entrou em contato com a UEA para obter posicionamento oficial sobre as medidas adotadas e até o fechamento desta reportagem não houve retorno.






