Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Durante entrevista na manhã deste domingo, 2/6, a advogada da família Casdoso, Nauzila Campos, afirmou que “Djidja estaria pres, mas viva se operação tivesse ocorrido semanas atrás”. A entrevista ocorreu em frente a unidade da Cidade Nova do salão Belle Femme.
A advogada Nauzila Campos durante a coletiva questionou sobre o paradeiro do fornecedor da Ketamina (medicamento pesado utilizado em cavalos e animais de grande porte para sedação em cirurgias) vendido por uma clínica veterinária.
“E a gente questiona, cadê o dono da clinica veterinária que não foi preso até agora? E a resposta é fácil porque não ‘vende’, é mais fácil falar de Jesus, Maria, Maria Madalena do que simplesmente mandar prender o dono da clínica veterinária que de fato fornecia esses medicamentos perigosíssimos que só podem ser vendidos por receita”, questionou a advogada.
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Na última sexta-feira, 31/5, a polícia identificou o veterinário responsável por gerenciar a clínica Maxvet, localizada no bairro Redenção, investigada por suspeita de vender ilicitamente a Ketamina para a família de Djidja.
No local foi cumprido mandado de busca e apreensão, na Operação Mandrágora, comandada pelo delegado Cícero Túlio. Ainda não há informações se tem mandado de prisão para o veterinário que por enquanto não teve o nome revelado.
A advogada também questionou as condições mentais em que os depoentes falaram com o delegado Cícero Túlio, durante as oitivas na delegacia.
“As pessoas que foram a delegacia fazer as denúncias, elas estão muito envolvidas emocionalmente e algumas delas são dependentes químicas, em relação a ‘Cetamina’ quando a pessoa faz uso prolongado dessa droga, os efeitos não duram somente 40 minutos, eles perduram por dias e dias, então não se sabem quais as condições em que estas pessoas prestaram depoimento”, destacou Nauzila Campos.
Relembre o caso
A ex-sinhazinha Djidja Cardoso morreu na última terça-feira, 28/5, por suspeitas de overdose por Ketamina, substância utilizada para anestesiar animais de grande porte, desencadeando uma operação comandada pelo delegado Cícero Túlio, titular do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado na zona Centro-Sul de Manaus.
No cumprimento de mandado de prisão preventiva, ocorrida na quinta-feira, 30/5, a mãe de Djidja, Cleusimar Cardoso, o irmão Ademar Cardoso e Verônica da Costa Seixas, funcionária de confiança da família e gerente do Salão foram presos na residência da família, no bairro Cidade Nova, na zona Norte.
Além dos três presos, outros dois funcionários do Belle Femme, Marlisson Vasconcelos Dantas (cabeleireiro) e Claudiele Santos da Silva (maquiadora), também foram presos posteriormente.






