Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – “Não podemos ser condenados à miséria e ao isolamento no Estado do Amazonas por causa de questões ideológicas e por falta de conhecimento sobre a complexidade da Amazônia. É preciso encontrar um caminho”, afirmou o governador Wilson Lima, nesta quinta-feira, 25/5, durante entrevista no Jornal da Rios da RIOS FM 95,7.
Recém-chegado de Brasília, Lima participou da reunião de Conselho de Governadores onde assuntos importantes para o país e, principalmente, para o Amazonas, foram discutidos. Entre eles, a Reforma Tributária.
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Com uma economia 70% baseada na indústria, o governador explicou que o principal objetivo é a manutenção do Polo Industrial de Manaus (PIM) e conta com o Grupo de Trabalho (GT), criado na Câmara Federal, com três deputados do estado amazonense fazendo parte.
“Isso nos dá uma tranquilidade, mas precisamos entender de que forma essa reforma [Tributária] será feita, uma vez que ainda não possui texto definido sobre o que vai ser. Confesso que estou muito apreensivo e ansioso pelo que vai sair e que pontos precisarão de correções“
Wilson Lima, governador do Amazonas
Apesar disso, o chefe do Executivo estadual percebeu que há sinalizações que indicam uma substituição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto Sobre Serviços (ISS) para um único imposto, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com cobrança de tributação no destino.
“Isso é muito complicado para o Amazonas, porque hoje a cobrança de ICMS é feita na origem. Nosso Estado é produtor por natureza, por ser um polo industrial, sendo o segundo maior produtor de ar-condicionado do mundo, perdendo apenas para a China. Fora que somos líderes em produção de TV, celular, motocicleta”, reforçou Lima.
O governador lembrou que a indústria no Amazonas representa 45% da arrecadação, que é investida em educação, saúde, infraestrutura e social, além de impulsionar o comércio. “Temos em torno de 500 mil empregos diretos e indiretos na Zona Franca de Manaus. A indústria representa 30% do nosso Produto Interno Bruto. No final do dia, a indústria vai representar 70% de atividade econômica“, esclareceu.
“Há uma necessidade de o Brasil começar a olhar a Amazônia com suas complexidades. De um lado, nós estamos emparedados com a possibilidade de uma reforma que pode prejudicar a ZFM. Por outro lado, somos impedidos de avançar no desenvolvimento por causa de má interpretação sobre a legislação ambiental”
Wilson Lima, governador do Amazonas












