Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisou ser internado duas vezes em uma unidade hospitalar localizada no bairro Centro, zona Sul de Manaus. O político, que cumpriu agendas políticas na capital amazonense, foi hospitalizado com o quadro clínico de erisipela e desidratação.
Com objetivo de explicar o que é a doença por qual o ex-presidente foi afetado e quais as suas consequências, o Portal RIOS DE NOTÍCIAS conversou com um especialista, que detalhou quais os sinais e sintomas da erisipela.
Leia mais: Bolsonaro deve ser transferido para hospital em Brasília, diz filho
De acordo com o dermatologista Ilner Souza, a erisipela é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Streptococcus. Segundo ele, os membros inferiores, especialmente as pernas, são os locais mais comumente afetados.
“É muito comum em pessoas que têm algum problema vascular, varizes e insuficiência venosa nos membros inferiores. E a principal característica é dor, inchaço, vermelhidão, principalmente nas pernas. Geralmente, esse quadro vem associado à febre, calafrio, mal-estar geral, afinal é um quadro infeccioso”, explicou o médico.

O dermatologista ressalta que alguns pacientes que fazem quadros de repetição, são caracterizados por lesões que “vão e voltam”. Esses geralmente são pacientes que têm problema circulatório, além de problemas linfáticos.
“Erisipela pode afetar outras regiões como, por exemplo, as orelhas e a face, mas é mais raro. Pacientes que têm doenças crônicas, como diabetes, doenças renais, doenças hepáticas, que têm uma imunodeficiência presente, podem ter maior predisposição a ter quadros de repetição”, detalhou o especialista.
Diagnóstico
Ilner Souza destacou a importância do diagnóstico da erisipela, porque em pacientes que têm lesões de repetição, a doença pode levar a complicações, como edema linfático persistente e até a elefantíase no membro afetado.
“Pacientes que têm algum ferimento nos pés, como por exemplo, pequenas rachaduras, que tem micose entre os dedos e/ou nas unhas, podem ser predisponentes a ter uma porta de entrada para que a partir desse ferimento, haja penetração da bactéria e essa bactéria afete o membro afetado”, alertou o médico.






