Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Portal RIOS DE NOTÍCIAS obteve com exclusividade um vídeo que expõe uma família em discussão com uma médica neurologista no Hospital e Pronto Socorro da Criança (Joãozinho), zona Leste de Manaus. O caso ocorreu quando os pais buscaram atendimento para sua filha de apenas cinco meses, que estava com braço e perna quebrados.
No vídeo, é possível ouvir o pai da criança confrontando a médica, acusando-a de omissão de socorro. Ele exige que ela preste assistência à filha e ameaça tomar medidas legais.
Leia também: Justiça inicia audiência de instrução em caso de corrupção no Hospital 28 de Agosto
“Fala de novo aqui na minha cara. Chame a polícia. Minha filha está com braço e perna quebrados e a senhora omitindo socorro. Vou lhe denunciar, vou lhe jogar na justiça”, dizia o pai, enquanto a médica tenta fechar a porta do consultório.
Em outro momento, a mãe também entra na discussão, enfatizando a necessidade de a profissional cumprir suas responsabilidades médicas.
O mesmo vídeo também foi encaminhado ao Ministério Público do Amazonas (MPAM), que confirmou o início de uma averiguação na próxima segunda-feira, 29/4.
O órgão suspeita de negligência médica a partir de uma agressão, caracterizando mais uma grave violação. Além disso, o MP ressalta que outras denúncias semelhantes têm sido recebidas, o que aumenta a gravidade do caso.
A Reportagem relatou o ocorrido à Secretária de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), a qua informou que a paciente deu entrada na unidade na quinta-feira, 25/4, às 18h20, passando pela triagem, procedimento padrão, e dois minutos depois foi avaliada pelo neurocirurgião. A criança realizou exames de imagens e, posteriormente, foi encaminhada para a ortopedia, onde foi colocado o gesso.
“Após esses procedimentos, os pais da paciente foram orientados a retornar com o neurocirurgião para análise da tomografia. No momento em que aguardavam o retorno, o pai da criança invadiu o consultório, quando a médica estava atendendo outro paciente, e proferiu palavras desrespeitosas à profissional, que se sentiu ameaçada. Na manhã desta sexta-feira (26/04), a médica registrou Boletim de Ocorrência (B.O) relatando a ameaça sofrida durante o exercício das suas funções como servidora pública”, ressaltou a unidade hospitalar.






