Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O 58º Festival Folclórico de Parintins tem início nesta sexta-feira, 27/6, e segue até domingo, 29, reunindo milhares de pessoas de diferentes estilos, origens e tribos sociais. Apesar das diferenças, todos estão unidos pela paixão pela cultura amazônica e pelo ritmo inconfundível do “dois pra lá, dois pra cá”, protagonizado pelos bumbás Caprichoso e Garantido.
Na primeira noite, o Boi Garantido abre as apresentações com o tema “Boi do Povo, Boi do Povão”. Já o Caprichoso encerra a noite com “É Tempo de Retomada”, um manifesto que celebra a cultura popular e a vida em todo o planeta.
A atmosfera quente e festiva já tomou conta da Ilha Tupinambarana. O assessor Will Oliveira, que participa do festival há cinco anos, diz sentir uma energia diferente nesta edição.
“As pessoas se programaram com semanas de antecedência para estarem em Parintins. A ilha está cheia, o que permite aproveitar não só o festival, mas também outras festas e eventos durante o dia. Estar aqui e ver tudo de perto nos conecta e nos prepara para a grandiosidade que vamos assistir hoje à noite”, destacou.

Will contou que às 15h irá ao Bumbódromo para acompanhar a passagem de som dos bois, e que o público já forma longas filas nos arredores da arena. “É sempre uma nova emoção vir à Parintins. Espero um espetáculo grandioso, com alegorias vibrantes, cores neon e muitos LEDs”, disse, empolgado.
Paixão que vem da infância
O jornalista João Paulo Castro é torcedor do Caprichoso desde criança e participa do festival desde 2002, quando tinha apenas 5 anos.
“Sempre fui Caprichoso, uma paixão que vem da infância. Hoje, sigo na ilha e vou me apresentar no Bumbódromo com uma coreografia linda e impactante, ensaiada durante meses”, contou.
João afirma que a expectativa para a apresentação desta sexta é a melhor possível. “O Caprichoso busca um feito histórico: o tetracampeonato. Não é uma tarefa fácil, mas estamos aqui, confiantes, prontos para fazer história”, afirmou.

Para ele, a conexão com o Festival começa ainda na viagem rumo à ilha: “A festa já começa nas embarcações. As cores, os trajes e a alegria das pessoas transformam tudo em uma experiência cultural única antes mesmo de chegar a Parintins.”






